Mama Tuberosa

Mama Tuberosa

A mama tuberosa é uma malformação congênita do desenvolvimento mamário caracterizada por formato tubular, base estreita, aréola alargada e ptose (queda) desproporcional. Estima-se que afete entre 1% e 5% das mulheres que procuram cirurgia plástica mamária — não é uma condição rara.

Apesar de não causar problemas de saúde física, frequentemente gera insatisfação estética significativa e impacta a autoestima. A correção cirúrgica é possível e, quando bem planejada, oferece resultados muito satisfatórios. O Dr. Cláudio Lemos é especialista na correção de mama tuberosa no Rio de Janeiro.

O Que é Mama Tuberosa?

Durante a puberdade normal, as mamas crescem em formato hemisférico, com base larga. Na mama tuberosa, esse desenvolvimento é interrompido: a base é estreita, a pele não se expande adequadamente e o tecido mamário é empurrado para frente, formando uma mama com aspecto tubular ou cônico.

Características típicas:

  • Base mamária estreita (horizontal e/ou vertical)
  • Hérnia do tecido mamário pela aréola — aréola inchada e saliente
  • Aréola alargada em relação ao volume da mama
  • Ptose desproporcional para o volume
  • Assimetria entre as mamas (muito comum)

Ilustração das Alterações Anatômicas em uma Mama Tuberosa

Ilustração das Alterações Anatômicas em uma Mama Tuberosa

Ilustração das Alterações Anatômicas em uma Mama Tuberosa.

Assimetria Mamária de uma Paciente com Mama Tuberosa

Assimetria Mamária de uma Paciente com Mama Tuberosa

Assimetria Mamária de uma Paciente com Mama Tuberosa.

Ilustração das Alterações Anatômicas Durante o Envelhecimento da Mulher Com uma Mama Tuberosa

Ilustração das Alterações Anatômicas Durante o Envelhecimento da Mulher Com uma Mama Tuberosa

Ilustração das Alterações Anatômicas Durante o Envelhecimento da Mulher Com uma Mama Tuberosa.

Classificação por Graus

Ilustração da Classificação da Mama Tuberosa

Ilustração da Classificação da Mama Tuberosa

Ilustração da Classificação da Mama Tuberosa.

Grau I — Leve

Deficiência apenas no quadrante inferior interno. Mama com boa projeção mas base levemente estreita. Correção mais simples.

Grau II — Moderado

Deficiência nos dois quadrantes inferiores. Aréola começa a protrair e ptose é mais evidente.

Grau III — Grave

Base extremamente estreita em todos os quadrantes. Mama com formato tubular pronunciado, aréola muito alargada. Exige a correção mais complexa, podendo ser necessária mais de uma etapa cirúrgica.

Aspectos Estéticos Alterados em uma Paciente com Mama Tuberosa

Aspectos Estéticos Alterados em uma Paciente com Mama Tuberosa

Aspectos Estéticos Alterados em uma Paciente com Mama Tuberosa.

Como é Feita a Correção Cirúrgica?

É uma das cirurgias mamárias mais complexas, pois exige abordagem de múltiplos componentes em um único procedimento ou em etapas. As técnicas utilizadas pelo Dr. Cláudio Lemos incluem:

  • Liberação do anel fibroso constritor na base da mama — essencial para expansão adequada do tecido
  • Expansão do envelope cutâneo por escarificação do tecido mamário internamente
  • Redução e reposicionamento da aréola por incisão periareolar
  • Implante de prótese de silicone para volume — indicado em graus II e III
  • Mastopexia periareolar para correção da ptose

O planejamento cirúrgico individualizado é fundamental: a técnica varia conforme o grau, o volume desejado, a assimetria e as expectativas da paciente.

Recuperação

  • Uso de sutiã cirúrgico por 4 a 6 semanas
  • Restrição a atividades físicas por 30 a 45 dias
  • Edema e sensibilidade nos primeiros 30 dias
  • Resultado final avaliado após 3 a 6 meses

Em casos de grau III, podem ser necessárias duas etapas cirúrgicas para o resultado ideal. É importante que a paciente tenha expectativas realistas e compreenda o processo.

Perguntas Frequentes

Mama tuberosa impede a amamentação?

Depende do grau. Em casos leves, a amamentação é possível. Em graus mais severos, o tecido glandular pode ser insuficiente. A cirurgia não visa melhorar a função, mas pode não prejudicá-la se realizada antes de uma gestação.

É hereditária?

Não há comprovação científica de hereditariedade. É uma malformação do desenvolvimento puberal, possivelmente relacionada a fatores genéticos locais, sem padrão familiar definido.

Quando é o melhor momento para operar?

Após o desenvolvimento mamário completo, geralmente a partir dos 18 anos. O ideal é aguardar a estabilização do volume mamário antes de intervir, salvo em casos de sofrimento psicológico importante.

Quantas cirurgias serão necessárias?

Grau I: geralmente uma cirurgia. Grau III: pode exigir duas etapas — expansor seguido de implante definitivo com refinamentos.

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